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160. "Short Stories" (Anton Tchekhov)
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November 08, 2009 05:26 AM PST
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[Emissão Sáb.07.Nov.2009.24h]

Esta semana partimos à descoberta da escrita de Anton Pavlovitch Tchekhov, nome incontornável do teatro mas também autor de centenas de contos que escreveu, paralelamente à vida profissional de médico. Numa série de belíssimas dramatizações da rádio estatal de Seattle, a KUOW-FM, dos anos 90, são-nos apresentados, de forma cronológica, fragmentos da obra do escritor e dramaturgo russo.

Short Stories | ~ Parte 1 ~ The Chameleon (1884); Oysters (1884); The Culprit (1885); The Chorus Girl (1986); A Calamity (1886).

Créditos | Jean Sherrard e John Siscoe (direcção); John Aylward, Laurence Ballard, Elizabeth Huddle, Frank Corrado et al (actores); Ken Benshoof com a Seattle Symphony (música).

Para ouvir no éter dos 107.9FM, à meia-noite de sábado.

159. "Zé do Telhado" (Camilo Castelo Branco) por Emanuel Botelho
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October 31, 2009 06:06 PM PDT
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[Emissão Sáb.31.Out.2009.24h]

José Teixeira da Silva, nascido em 1818 no lugar do Telhado, Castelões de Recezinhos, comarca de Penafiel, é dos salteadores mais conhecidos da história portuguesa. "Zé do Telhado", nome que saltou para além do Marão, diz o povo, roubava aos ricos para dar aos pobres. A fama, essa, não lhe valeu aos olhos da justiça nem o salvou da Cadeia da Relação no Porto, onde por fim recolheu, acusado de roubos vários, homicídio, organização de quadrilha de assaltantes e evasão tentada sem passaporte. Lá travou conhecimento com Camilo Castelo Branco, ele que, por outros motivos românticos, era na altura hóspede do local. Dessa estadia resulta "Memórias do Cárcere", onde ficam gravados os feitos do bandoleiro.

«Este nosso Portugal é um país em que nem pode ser-se salteador de fama, de estrondo, de feroz sublimidade. (...) Roubar ilustriosamente, é engenho. Saquear a ferro e fogo, é roubo. (...) Diz algo, no entanto, como exemplo desta lastimável anomalia, a história de José Teixeira da Silva do Telhado, o mais afamado salteador deste século. (...) Seu pai era o famigerado Joaquim do Telhado, capitão de ladrões, valente com as armas e raio devastador em franceses que ele matava porque eram franceses e porque eram ladrões, posto que, na qualidade de membro da nação espoliada, o Senhor Joaquim chamasse só a si o que era de fazenda nacional. Um tio-avô de José Teixeira, chamado ele o Sodiano, já tinha sido salteador de porte e infestara o Marão durante muitos anos.»
(Na foto: Camilo Castelo Branco e José Teixeira da Silva).

Os tempos pediam heróis. Depois de três invasões napoleónicas, o país seguia na miséria, dividido entre lutas liberais e absolutistas, com a corte exilada num Brasil distante e os que ficaram em terra entregues à crise económica e política. Da Guerra Civil, tal como Maria da Fonte, também Zé do Telhado sai herói. Pela bravura ao lado das tropas liberais do General-Visconde de Sá da Bandeira, condecoram-no com a "Ordem da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito". Da tropa e desempregado, voltou para a mulher e cinco filhos, seguindo a vida de salteador que lhe valeu a fama. Os anos ao comando da quadrilha de bandoleiros de Custódio, o "Boca Negra" não lhe custaram enfim a forca, mas o degredo. É em Malanje, Angola, que terminou os seus dias, negociante de borracha, cera e marfim e a dar pelo nome de "Quimuêzo", o homem de barbas grandes.

Banda Sonora | Fol&ar (Baú Vermelho, Tocandare, Valsa do João Sem Medo, Pólvora no Olhar, Caracol da Graça, Carmo 3 da Manhã, Íntima Insatisfação, 21 Gramas), Gaiteiros de Lisboa (Nordeste, Contra chula não há argumentos, Mbira do Norte, Rondacalhe), Desconhecido (Marcha do Zé do Telhado).

A dívida fica para com o Emanuel Botelho, do programa "No Money No Honey", encarna Zé do Telhado, de assalto à Rádio Universidade de Coimbra, em 107.9 FM, este sábado, 31 de Outubro, à meia-noite.

158. "L'Antologie Sonore de L'Avant Garde en Belgique" (René Magritte: le groupe Surréaliste de Bruxelles, Rupture, Vol. 2, 1926-1938)
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September 30, 2009 02:19 PM PDT
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[Emissão Sáb.27.Set.2009.24h]

Esta semana fomos a Bruxelas ao Musée Magritte, que abriu em Junho passado. A proposta de audição vai para parte da antologia sonora do avant-guarde na Bélgica recolhida pela chancela belga Sub Rosa, em particular para Magritte e os demais membro do Groupe Surréaliste de Bruxelles, Rupture: E.L.T. Mesens, René Magritte, Louis Scutenaire, André Souris, Paul Nougé, Marcel Lecomte, Achille Chavée, Paul Colinet, Paul Delvaux, Fernand Dumont, Marcel Mariën, Constant Malva, Irène Hamoir.

Para ouvir na Rádio Universidade de Coimbra, em 107.9FM ou via internet, sábado, 27 de Setembro, à meia-noite.

157. "Bonjour tristesse" (Françoise Sagan) - Parte 4
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September 17, 2009 03:10 PM PDT
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"Sur ce sentiment inconnu dont l’ennui, la douceur m’obsèdent, j’hésite à apposer le nom, le beau nom grave de tristesse. C’est un sentiment si complet, si égoïste que j’en ai presque honte alors que la tristesse m’a toujours paru honorable. Je ne la connaissais pas, elle, mais l’ennui, le regret, plus rarement le remords. Aujourd’hui, quelque chose se replie sur moi comme une soie, énervante et douce, et me sépare des autres. (...) Quand je suis dans mon lit, à l’aube, avec le seul bruit des voitures dans Paris, ma mémoire parfois me trahit: l’été revient et tous ces souvenirs. Anne, Anne! Je répète ce nom très bas et très longtemps dans le noir. Quelque chose monte alors en moi que j’accueille par son nom, les yeux fermés: Bonjour Tristesse."

156. "Bonjour tristesse" (Françoise Sagan) - Parte 3
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September 09, 2009 04:19 PM PDT
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Adieu tristesse, bonjour tristesse... Um verão de 1954 para ouvir em 4 partes na Rádio Universidade de Coimbra, em 107.9FM ou via internet, sábado, 29 de Agosto e 5, 12 e 19 de Setembro, à meia-noite.

155. "Bonjour tristesse" (Françoise Sagan) - Parte 2
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September 02, 2009 05:01 PM PDT
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No palco de umas férias de verão, uma mão de personagens cruza diferentes experimentações do amor: Cécile, uma adolescente de 17 anos; Raymond, o pai viúvo alegre e suas amigas, Elsa, jovem e mundana e Anne, culta e madura. Cécile vive a libertação sexual e conhece a tristeza, entre a presença do estudante Cyril e o confronto de relações que opõe Elsa e Anne enquanto mulheres num complicado jogo de relações.

154. "Bonjour tristesse" (Françoise Sagan)
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September 02, 2009 04:24 PM PDT
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[Emissão Sáb.29.Ago.2009.24h]

Escrito aos 18 anos por Françoise Sagan, «Bonjour tristesse» foi o seu primeiro livro e conheceu um estrondoso e imediato sucesso, chocando muitos pela liberdade que apropriava, em particular numa altura em que terminavam os anos da reconstrução pós II Guerra Mundial.

153. "Crônicas e poesias" (Vinicius de Moraes) por Odete Lara
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August 23, 2009 08:15 AM PDT
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[Emissão Sáb.22.Ago.2009.24h]

Vinicius de Moraes, "capitão do mato, poeta e ex-diplomata, o branco mais preto do Brasil na linha directa de Xangô", do outro lado do Atlântico, chegando-nos pela voz de Odete Lara.

«Há um lindo e antigo elo poético-musical-fonográfico entre Odete Lara e Vinicius de Moraes. Foi de vozes e mãos dadas com Odete que um tímido Vinicius entrou pela primeira vez num estúdio para gravar um disco – Vinicius & Odete, pela Elenco, em 1962. Eram tempos de astronautas, bênçãos e berimbaus. Os anos se passaram e, enquanto Vinicius tornou-se senhor dos estúdios, dos palcos e das luzes, Odete fez o caminho contrário: escolheu uma sombra onde recolher-se e buscar a sua própria luz interior – que encontrou. Agora, os dois estão de volta ao microfone. Só que, desta vez, Odete não tem Vinicius fisicamente ao seu lado. Mas ele está dentro dela, dentro de nós, impregnando-nos com sua tremenda poesia. Odete diz Vinicius como Vinicius dizia Vinicius: com um véu na voz par disfarçar a clareza do pensamento e com um traço de melancolia para sublinhar a beleza desses versos cheios de compaixão.» (Ruy Castro)

Crônicas e Poesias | A Hora Íntima; O Poeta e a Rosa; Elegia Desesperada; Soneto do Corifeu; Soneto do Amor Maior; Soneto do Amor Total; Soneto de Separação; Soneto de Fidelidade; O Operário em Construção; Poema de Auteil; Pátria Minha; Mensagem a Rubem Braga.

Banda Sonora | Vinicius de Moraes e Odete Lara (Além do Amor; Samba em Prelúdio; Samba da Benção), 1963.

Saravá! Na Rádio Universidade de Coimbra, em 107.9FM ou via internet, sábado, 22 de Agosto, à meia-noite.

152. "Best Seller dos Discos" (Raul Solnado)
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August 09, 2009 12:01 PM PDT
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Recordando o sorriso de Raul Solnado, que nos deixa, estaremos este sábado na companhia de alguns dos seus trabalhos humorísticos.

A guerra de 1908; História da minha vida; Ida ao médico; É do inimigo?; Concerto de violino (da revista Lisboa à noite); O bombeiro voluntário; Chamada para Washington; O repuxo; O cabeleireiro de senhoras.

Na Rádio Universidade de Coimbra, em 107.9FM ou via internet, sábado, 15 de Agosto, à meia-noite.

151. "El ingenioso hidalgo don Quijote de la Mancha" (Cervantes)
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August 09, 2009 10:47 AM PDT
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[Emissão Sáb.08.Ago.2009.24h]

Obra cimeira de Miguel de Cervantes, obra de referência da literatura espanhola e obra que preenche o imaginário de muitas pessoas no mundo: "El ingenioso hidalgo don Quijote de la Mancha", publicada em 1605, marca o início das aventuras de Sancho Panza, Dulcinea, Rocinante e Don Quijote.

O escritor Mario Vargas Llosa dá-nos o prazer de apresentar esta produção da Radio Programas del Perú:

«A veces, un autor o un libro se convierten en el símbolo de una lengua y de una cultura. Lo que son Dante y la "Divina Comedia" para el italiano y los dramas de Shakespeare para el inglés, lo es Don Quijote de la Mancha para la lengua española. Escrito a finales del siglo XVI por Miguel de Cervantes Saavedra, "El ingenioso hidalgo don Quijote de la Mancha", cuyo primer tomo se publicó en 1605 y el segundo 10 años después, se convertiría en el libro emblemático de la lengua española, una novela que rompería todas las fronteras e iría conquistando el mundo. Narra las aventuras de un hidalgo de la mancha a quien los libros de caballerías enloquecen e inducen a salir a los campos de Castilla, a resucitar las hazañas de los caballeros andantes, en una época en la que éstos habían ya desaparecido en Europa. En un primer momento, los lectores leían el "Quijote" como la novela cómica de un personaje estrafalario, que confundía los molinos de viento con gigantes y veía princesas en desastradas campesinas. A su lado, el buen Sancho Panza, transformado en escudero medieval por la fantasía del Quijote, trataba inútilmente de imponer su sentido común ante la imaginación encabritada de su amo. Con el tiempo, sin embargo, se vería en el "Quijote" una parábola del hombre idealista y rebelde que se subleva ante las limitaciones de la vida cotidiana y trata de llevar su entorno a la altura de sus sueños. El "Quijote" pasó a ser visto como un adelantado de la historia, un descubridor de mundos, un transformador de la realidad, uno de esos seres gracias a cuya intuición y valentía, la humanidad ha progresado desde la caverna primitiva hasta las grandes revoluciones científicas y los viajes espaciales. En cambio, Sancho Panza pasaría a representar el ser conformista, alguien que, si fuera por él, la humanidad permanecería todavía prisionera de la rutina de la vida animal. El "Quijote" es una novela deslumbrante, que entretiene y emociona, un paseo por los pueblos calcinados por el sol y los caminos peligrosos de la España del siglo de oro. Yo intenté leer el "Quijote" cuando estaba en el colegio. Fracasé en empeño porque su lenguaje contenía expresiones de difícil comprensión para un niño de pantalón corto. Años después, lo intenté de nuevo, estimulado por "La Ruta de Don Quijote", un librito de Azorín. Esta vez se produjo el milagro y aquella lectura fue una de las experiencias más memorables que he tenido. Desde entonces he leído el Quijote tres o cuatro veces y siempre como si fuera la primera lectura por la frescura de sus páginas y la viva actualidad de esta novela que acaba de cumplir ya cuatro siglos.»

Através da língua de Cervantes, procuramos moinhos de vento, na sintonia da Rádio Universidade de Coimbra, em 107.9FM, este sábado, 8 de Agosto, à meia-noite.